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17-01-2019

Guimarães: encanto e história

Rebeca Kuhn no Castelo de Guimarães

REBECA KUHN *

Com a boca doce de hidromel – bebida ancestral, também apreciada pelos vikings – degustada em meio a um castelo, brinco com a cronologia do tempo. Volto ao passado, folheio livros de história, atuo em um cenário de filme ao estar em Guimarães, onde tudo começou; o berço da nação Portuguesa.

Meu primeiro momento na cidade foi assim. Eu já sabia um pouco dos seus pontos turísticos e belezas, mas não imaginava sua sincronia com a história. Fui surpreendida no Paço dos Duques de Bragança com simpáticos portugueses vestidos de camponeses que dançavam, giravam e cantavam para alegrar o público. Mais do que voltados para nos entreter, eles pareciam, de fato, estarem se divertindo no século XV.

O Paço – antigo palácio ducal, incrivelmente preservado –, nos remete aos antigos tempos. A arquitetura medieval, ainda preenchida com moradores e artesãos vestidos à caráter, fascina e diverte. Já a Capela do palácio propõe o inverso: o silêncio e os detalhes emocionam. Cada cômodo do palácio nos leva à diferentes sentimentos e pensamentos, dão asas à imaginação.

O Castelo de Guimarães – meu lugar favorito da cidade – impressiona em todos os seus ângulos, além de permitir – ouso dizer – uma das vistas mais lindas da região. De cima se vê a cidade e eu pude vê-la com o sol se pondo, o que deixou tudo mais bonito. Os últimos raios de sol trouxeram o contraste para o Castelo e me deram as fotos mais bonitas do passeio.

A cidade inteira é receptiva e bem cuidada. Arborizada, com um belo paisagismo e muitos pés de tangerina, o sentimento que ela transmite é de serenidade. É bom ter um roteiro programado, mas também é maravilhoso se perder em Guimarães. O percurso inteiro é bonito e cheio de jardins, igrejas, praças, belas casas, cafés e restaurantes.

Tanto pela parte histórica, tanto para aproveitar o comércio atual da cidade, Guimarães é uma parada obrigatória para quem visita Portugal e um lugar cativante que nos convida para voltar mais vezes.

* – Rebeca Kuhn é jornalista. Mora em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul

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