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26-03-2019

A igreja onde, diz a lenda, foi batizado o primeiro rei de Portugal

LUÍS PAULO RODRIGUES

Guimarães tem muitas igrejas. São locais de culto católico, que demonstram a influência da Igreja de Roma sobre a Europa Ocidental ao longo dos séculos. Mas também são locais de cultura, que nos mostram, através de suas construções, as características da arquitetura de cada época, assim como as tradições religiosas ao longo dos séculos.

A poucos metros do castelo da cidade, o turista encontra a Igreja de São Miguel do Castelo, um edifício de características românicas. O templo, construído em granito, já foi utilizado como capela real, para o culto da nobreza, e como igreja da comunidade.

Igreja de São Miguel do Castelo

Hoje, está disponível para visitação dos turistas. Segundo uma lenda local, D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, teria sido batizado nesta capela. Mas essa informação carece de fundamento histórico. Porém, no interior da igreja, está patente uma pia batismal que teria servido para batizar o primeiro monarca português.

Ao longo dos anos, o pequeno templo foi perdendo importância e entrou em decadência. No século 19, porém, um grupo de cidadãos de Guimarães, entre os quais se destacava o arqueólogo Francisco Martins Sarmento, promoveu obras de restauro, valorizando a traça original da igreja.

O imóvel está classificado como monumento nacional desde 16 de junho de 1910, juntamente com os vizinhos Castelo de Guimarães e Paço dos Duques de Bragança. Os três monumentos, situados na zona mais alta de Guimarães, formam um polo de grande importância histórica e arquitetônica que é único em Portugal.

Entrada Igreja de São Miguel do Castelo

Ainda sobre a atual Igreja de São Miguel do Castelo existe uma curiosidade: em tempos, também foi conhecida como Igreja de Santa Margarida, padroeira das parturientes. Sua imagem era venerada no interior, mas hoje pode ser admirada no Museu de Alberto Sampaio, localizado no centro histórico da cidade, relativamente próximo. Aliás, em Guimarães, como na generalidade das cidades portuguesas, tudo é muito próximo.

Segundo a tradição popular, no passado, as mulheres grávidas de Guimarães pediam ajuda a Santa Margarida para saberem qual o sexo do bebê e para terem um bom parto.

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